gastar mais do que ganha

Como parar de gastar mais do que ganha: Guia Definitivo + 6 dicas práticas para economizar dinheiro

Você sabia que 3 em cada quatro pessoas não consegue guardar dinheiro? Um estudo do SPC mostrou que 75% dos brasileiros não poupou dinheiro recentemente.

Esse cenário impede a continuidade ou a construção de um plano para aumentar o patrimônio e se preparar para o futuro.

E o desafio se tornou ainda mais intenso nos últimos anos com os efeitos da pandemia, que reduziu a oferta de vagas de emprego formal e contribuiu para a alta dos preços.

Se você se preocupa com o futuro e pretende criar uma reserva financeira, saiba que o primeiro passo é equilibrar suas contas e parar de gastar mais do que ganha. 

Mas você não está sozinho nesta missão. 

Neste artigo separamos várias dicas para você diminuir as despesas e deixá-las em sintonia com sua renda mensal, o que ajuda a fugir das dívidas e construir um futuro mais tranquilo. 

Confira, anote e coloque-as em prática hoje mesmo!

Como identificar meus gastos?

Parte da dificuldade para poupar está na grande oferta de consumo. Somos estimulados a comprar o tempo todo. Os anúncios de produtos estão em todo lugar, e a facilidade de consumir pela internet facilita o acesso aos produtos e se torna um convite para gastos pouco conscientes. 

O primeiro passo para deixar de gastar mais do que ganha é ficar de olho em tudo o que você está comprando. Para isso, você vai precisar identificar seus gastos. 

Primeiro, anote aquilo que você precisa pagar todos os meses e que tem valor fixo. Aqui entram:

  1. Aluguel;
  2. Mensalidade escolar;
  3. Plano de saúde;
  4. Condomínio;
  5. Planos de internet, celular e TV

Como o valor dessas despesas não muda, aqui você consegue mapear com precisão a quantia necessária para quitá-las. Em seguida, será a vez de anotar os gastos mensais que não possuem valor fixo, como é o caso de:

  1. Contas de água, gás e energia;
  2. Consumo de combustível (ou de passes de transporte público);
  3. Compras do mercado;
  4. Alimentação.

Como os valores aqui variam, o ideal para controlar o consumo é criar uma média, assim você consegue analisar, mesmo que de forma um pouco menos precisa, qual é a quantia necessária para pagar esses compromissos. 

Fazendo essas duas análises você já terá uma boa noção sobre as chamadas despesas fixas. Agora é hora de analisar os gastos dispensáveis ou que não ocorrem todos os meses. Neste grupo entram:

  1. Gastos com delivery e alimentação fora de casa;
  2. Assinatura de serviços de streaming como NetFlix e Spotify;
  3. Produtos supérfluos, como jogos, roupas, brinquedos para as crianças ou decoração para seu lar.
  4. Despesas emergenciais, como um remédio para dor de cabeça ou conserto do ar-condicionado do seu quarto;
  5. Viagens de lazer.

É aqui que a maioria das pessoas acaba gastando mais do que ganha. As despesas fixas e indispensáveis costumam ter valores altos e comprometem parte da renda, porém, não dá para ficar sem elas, certo?

Então, o jeito é ser bem rigoroso com o que você está consumindo, mas que não é essencial.

Como gastar o salário: Regra 50-30-20

A regra 50-30-20 é uma técnica para você entender qual proporção do seu salário deve ser usada para determinada tarefa. De acordo com a teoria é preciso criar 3 categorias:

  1. Necessidades: metade (50%) da sua renda deve ser dedicada para o pagamento das despesas indispensáveis;
  2. Despesas pessoais: 30% do salário pode ser alocado para gastos flexíveis e que suprem os seus desejos (como uma pizza no final de semana, um livro novo etc);
  3. Reserva financeira: 20% do seu ordenado deve ser poupado ou direcionado para pagar dívidas antigas que atrapalham seu controle mensal.

Esse é considerado um cenário ideal de uso do salário, mas é claro que algumas pessoas não vão conseguir limitar as despesas necessárias a 50% do ordenado logo de cara. 

Se este é o seu caso, é melhor mexer na porcentagem destinada às despesas pessoais do que alterar os 20% da reserva. Quem quer parar de gastar mais do que ganha precisa entender que a chave para isso está nos gastos dispensáveis e de pouco valor agregado.

Portanto, vale o esforço para reduzir o consumo desnecessário por um tempo até que as coisas se equilibrem e você volte a ter uma boa saúde financeira. 

5 passos para montar um orçamento

Agora que você sabe como identificar e classificar suas despesas e tem uma noção sobre a proporção de uso da sua renda, é hora de pensar em um orçamento mensal. Veja algumas dicas para montar o seu:

1. Anote as datas de recebimento e dos gastos fixos

Marque os dias em que você recebe o salário e qualquer outra renda. Esses dias são os momentos com mais dinheiro em caixa, portanto, são as melhores datas para pagar as despesas indispensáveis.

E fica mais uma dica: se possível, troque as datas de vencimento dos seus boletos de maior valor para que você não tenha que atrasar pagamentos até o dia de receber. Se você recebe todo dia 10, coloque o vencimento das suas contas importantes entre os dias 11 e 15. 

2. Classifique os gastos e destaque os maiores valores

Você sempre precisa ficar de olho nas principais despesas, portanto, faça a classificação de cada gasto e dê evidência àquilo que você não pode deixar passar de jeito nenhum, como o aluguel e as contas.

3. Crie um método de controle e análise

Essa tarefa fica muito mais fácil de ser feita se você anota tudo o que consome e tudo o que ganha. Para isso, você pode usar:

  1. Um livro-caixa;
  2. Uma planilha de controle;
  3. Um aplicativo de finanças pessoais.

Se você é mais “analógico”, basta anotar tudo manualmente em um livro, somar os valores gastos e subtraí-los da sua renda para saber se tudo está em equilíbrio. 

Agora, se você prefere uma forma mais ágil e moderna, tanto a planilha quanto os apps de controle funcionam muito bem, e ainda permitem que você visualize melhor cada um dos gastos e qual é a natureza deles. 

4. Seja realista

Se você é profissional autônomo ou liberal e não tem renda fixa, seja realista na hora de montar seu orçamento. Isso significa não ser otimista e nem pessimista demais no momento de registrar sua renda.

O ideal é ser racional, usar uma média e fazer as mudanças no orçamento conforme você vai recebendo pelo seu trabalho. 

Propor um valor alto pode gerar prejuízos ao fim do mês e se você colocar um valor baixo demais pode acontecer uma economia exagerada, que afeta seu bem-estar e de todos de sua família. 

A mesma dica se aplica a quem tem renda fixa, mas está analisando o quanto vai gastar por mês com despesas variáveis e de cunho pessoal. Coloque sempre seus pés no chão na hora de montar um orçamento. 

5. Separe as contas

Se você é empreendedor e mistura os ganhos do seu trabalho com o seu dinheiro pessoal, faça a separação abrindo uma conta PJ. 

A separação ajuda no controle. Você evita gastar dinheiro destinado às obrigações do seu negócio com gastos pessoais e também consegue impedir que seu patrimônio pessoal seja usado para pagamento de contas do trabalho.

Não se esqueça de criar também o pro-labore, que é o chamado salário do dono do negócio. Se seu empreendimento fatura R$ 20 mil ao mês, nem tudo é salário. Vale muito mais a pena separar uma parte desse faturamento para pagar pelos seus serviços de administração do seu negócio.

Como usar o cartão de crédito de forma consciente

Como já dizia Cazuza, seu cartão de crédito pode ser uma navalha. Ele é uma excelente ferramenta para comprar itens de alto valor de forma parcelada e diluir despesas que você não consegue quitar de uma só vez, porém, é preciso controle.

A sensação de ver um celular de R$ 3 mil se tornar suaves prestações de R$ 300 gera uma falsa sensação de economia, porém, quando a fatura chega a história é outra.

Veja algumas dicas rápidas para usar seu cartão com inteligência:

  • Opte pelo pagamento à vista, deixe o cartão para compras mais pesadas;
  • Acompanhe sua fatura de perto para saber qual será o valor pago ao fim do mês;
  • Se você gasta demais, reduza o limite do cartão para evitar surpresas;
  • Tome cuidado com serviços de assinatura, pois eles têm custo mensal pequeno, porém, quando somados, o valor pode ser espantoso.
  • Considere a fatura do cartão como uma das despesas importantes do seu mês, afinal, os juros cobrados pelo atraso do pagamento são muito altos.
  • Se você tem muitos cartões à disposição, pense sobre quais você pode abrir mão. Reduzir a oferta de cartões é uma ótima forma de frear o consumo de impulso.

6 dicas práticas para economizar dinheiro

Além de parar de gastar mais do que ganha, é muito importante gerar uma sobra na sua conta. Essa quantia deve ser destinada à construção de uma reserva financeira ou pagamento de dívidas antigas. 

Se livrar de velhas pendências e economizar mês a mês são duas atitudes importantíssimas para quem deseja ter controle total sobre seu orçamento. Veja algumas dicas para economizar:

1. Poupe assim que receber seu salário

Assim que receber, reserve um valor e separe essa quantia do restante do seu dinheiro que será usado para quitar suas despesas;

2. Comida caseira é o melhor negócio

Troque a alimentação fora de casa por alternativas econômicas, como levar uma marmita para o trabalho.

3. Pesquise antes de comprar

Busque na internet as melhores opções de valor, custo de frete e condições de pagamento antes de comprar qualquer produto.

4. Se puder, pague à vista

Muitos lojas e prestadores de serviço oferecem bons descontos para quem paga à vista, portanto, seja rigoroso com parcelamento e aproveite essas ofertas.

5. Negocie tudo!

Faça renegociações de planos de internet, celular e TV. As operadoras sempre criam ofertas interessantes e, em muitos casos, vale a pena trocar de fornecedor para pagar menos por serviços semelhantes;

6. Cuide dos pequenos gastos

Pequenas compras podem parecer inofensivas para seu orçamento, porém, quando somadas, elas podem gerar um alto volume de gastos. Tome cuidado com aquelas comprinhas por impulso, como uma nova capinha para seu celular, uma camiseta em oferta ou uma pizza em um dia que você está com preguiça de cozinhar. 

7. Invista

Investir não é necessariamente uma dica para economizar, mas é uma ação que ajuda muito a aumentar seu patrimônio sem que você trabalhe mais por isso. Lembra da dica número 1? Vale a pena pegar a quantia a ser poupada por mês e aplicar em produtos como:

  1. CDBs;
  2. Títulos do Tesouro Direto;
  3. Contas de bancos que oferecem rendimento (como Nubank, PagBank, PicPay etc);
  4. Caderneta de Poupança.

Todas essas opções são consideradas aplicações de renda fixa, que oferecem rentabilidade e riscos muito baixos. No caso dos CDBs ainda há a garantia do FGC, que protege o investidor em caso de problemas financeiros da instituição onde ele aplica. 

O Tesouro Direto é controlado pelo Governo Federal, e é considerado o investimento mais seguro (já que nunca houve nenhum calote nos investidores do Tesouro). 

As contas bancárias com rendimento e a poupança também são opções seguras, porém, fica uma dica: a poupança não consegue nem devolver o valor do dinheiro que é consumido pela inflação, portanto, pense nela como sua última opção. 

Parar de gastar mais do que ganha não é impossível!

Organizando seus gastos, controlando as despesas que você pode abrir mão e encontrando novas formas de consumir você verá que essa tarefa de equilibrar as contas se torna bem mais fácil.

Coloque em prática o que você aprendeu neste post hoje mesmo e siga firme na missão pelos próximos meses. Feito isso, analise como foram os gastos nesses meses de maior controle e compare.

É bem provável que seu orçamento pessoal tenha se tornado mais saudável, simples de gerenciar e que oferece oportunidades de economia. 

Por fim, se dentro dos seus planos pessoais existe a vontade de retomar os estudos de forma econômica e prática, chegou a hora de você conhecer o EJA EAD da Escola Conquistadora.

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