erros graves de português

14 erros graves de português que detonam a sua credibilidade

Tudo bem que no WhatsApp a gente abrevia tudo e os erros de digitação são perdoados desde que a outra pessoa entenda o que estamos falando.

Mas na hora de fazer um trabalho de aula, de entregar um texto para o chefe ou enviar um e-mail importante, pega muito mal um texto com erros de português, né?

Além de o leitor talvez não entender, pode fazê-lo desconfiar das competências do autor. E isso você certamente não quer para si!

Esta, infelizmente, é uma realidade no nosso país. Sete de cada dez alunos do 3º ano do ensino médio têm nível insuficiente em português e matemática, sendo dados do Ministério da Educação (MEC).

Pensando em te ajudar a se livrar ao menos dos erros graves de português, elaboramos uma lista com 14 dos erros gramaticais que muita gente comete ou, pelo menos, tem dúvida na hora de escrever.

Mal ou mau

Esse talvez seja um dos erros mais cometidos, porque, apenas uma letra muda o sentido da palavra e realmente é difícil de memorizar a diferença.

Tente gravar o seguinte: “mal” é o contrário de “bem”, enquanto “bom” é o contrário de “mau”. 

O termo “mal” pode ser usado como advérbio (O trabalho está mal feito), substantivo (O mal sempre é vencido) ou conjunção temporal (Você mal chegou e já vai sair?).

Entretanto, “mau” é sempre um adjetivo (Há muitos homens maus pelo mundo).

Ficou em dúvida sobre qual usar? A dica é substituir o advérbio pelo seu oposto na frase e ver qual faz mais sentido.

Por exemplo:
Ela acordou de mau (bom) humor.
Ele é do mal (bem).

Mas ou mais

Embora a pronúncia dessas duas palavras seja muito parecida, confundir mas e mais é um erro bem comum, mas pega muuuito mal quando alguém comete.

Por isso, preste atenção: o termo “mais” é um advérbio de intensidade que significa adição. a palavra se opõe a “menos”.

Já o “mas” é uma conjunção adversativa que indica uma pequena oposição ao sentido da primeira frase, assim como “porém” e “entretanto”.

Se bater a dúvida, tenta trocar por “menos”, se der, o correto é usar “mais”. Ou tenta substituir por “porém”, aí você vai usar o “mas”.

Por exemplo:
Estudei bastante, mas (porém) não obtive o resultado esperado. 

Ele é o aluno mais (menos) inteligente da turma.]

Há ou A

Muita gente confunde “há” e “a” em situações como: “estamos a dois dias da cerimônia” ou “ dois dias aconteceu a cerimônia”.

Para evitar essa confusão, basta lembrar que “a” é uma preposição e faz referência à distância ou a um momento no futuro, enquanto “” vem do verbo “haver” e indica passado.

A melhor estratégia é tentar substituir por “faz” (ou “existe”, “acontece”), se der certo, é com H. Se não, sem.

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Por exemplo: 

O carro está a um metro do acostamento e a dois dias de ter a CNH suspensa. (Não tem como trocar por “faz”, certo?)
Estamos namorando (faz) três anos.

Para mim ou para eu

Nenhuma das duas opções está errada e ambas existem na língua portuguesa, mas dependem da situação de uso. É bom prestar bem a atenção, porque confundi-las pode pegar muito mal!

A expressão “para eu” deve ser ser usada quando “eu” assumir a função de sujeito. Já a expressão “para mim” será empregada quando “mim” exercer a função de objeto direto.

Tem uma dica bem simples, mas que ajuda muito: quando logo em seguida vier um verbo (ler, correr, pegar, usar…), usa-se eu.

É por isso que, quando alguém comete esse erro grave de português, alguém diz: “Mim não faz nada”.

Por exemplo:
A professora deu nota 5 para mim.
A professora pediu para eu estudar (verbo) mais.

Há muitos anos, há muitos anos atrás ou muitos anos atrás

Raul Seixas cantava: “Eu nasci há 10 mil anos atrás”, lembram? Pois o famoso rockeiro brasileiro cometia um grave erro de português, chamado de redundância ou pleonasmo.

O nome do erro pouco importa. O importante é não cometer este excesso. Como o verbo “haver”, neste contexto, indica tempo decorrido, utilizar a palavra atrás torna a frase repetitiva.

Dessa forma, é preciso escolher entre “ 10 mil anos” ou “10 mil atrás”, uma vez que a língua portuguesa não aceita os dois termos juntos.

O mesmo vale para “muitos anos”. Não pode usar “atrás” na mesma frase. Ou um, ou outro.

Agente ou a gente

Um espaço, neste caso, muda tudo!

Agente”, quando escrito junto, significa alguém que faz algo, como agente secreto ou agente de câmbio.

A gente”, quando separado, é uma locução correspondente ao pronome pessoal “nós”.

Por exemplo:
A gente gosta de matemática/Nós gostamos de matemática.
O agente está espionando aquele casal.

Menos ou menas

Neste caso, vamos direto ao ponto: a expressão “menas” não existe.

O advérbio “menos” é invariável. Na verdade todos os advérbios são invariáveis em questão de gênero e número. Ou seja, eles não variam entre feminino e masculino, nem singular e plural.

Portanto, em todos os casos, mesmo quando acompanhado de substantivos femininos, o termo correto é “menos.

Por exemplo:
Ela tinha menos condições financeiros do que nós.

Meia ou meio

É muito comum ouvirmos alguma mulher falar: “Estou meia triste hoje”. Mas a frase está errada.

Meia” é uma palavra que só pode ser usada como fração ou metade de um substantivo feminino, por exemplo: A explicação vai durar meia hora.

Ou como substantivo comum, que se refere aquilo que nós usamos para vestir os pés. Exemplo: Estava frio, então coloquei a meia.

Quando a intenção é indicar algo brando ou “mais ou menos”, mesmo que seja uma mulher ou um substantivo feminino, a expressão correta é “meio”. 

Para não ter mais dúvidas, pense na palavra muito:, que também é um advérbio de intensidade e não varia. Embora o sentido seja diferente, o uso é igual e, por isso, serve de comparação. 

Por exemplo:

Ela estava meio zangada./ Ela estava muito zangada.

(ESPECIAL PARA MULHERES) Obrigado ou Obrigada

Muitas mulheres agradecem dizendo “Obrigado”. Mas está errado!

Diferentemente do item anterior, a regra de concordância nominal diz que quando obrigado expressa um agradecimento deve concordar com quem fala, ou seja, com o emissor.

Portanto, o correto para as mulheres é dizer Obrigada!

Obrigado
é somente para homens.

Houveram ou houve

Grave essa informação: o plural “houveram” NÃO existe.

Isso porque o verbo “houve”, no sentido de existir, acontecer ou de tempo decorrido, é impessoal, ou seja, não concorda com o plural de outras palavras, permanece sempre no singular.

Dica extra: o mesmo vale para o verbo “fazer”. Quando ele tem o sentido de tempo decorrido ou de fenômenos atmosféricos, é impessoal, ou seja, não tem sujeito e não flexiona, permanece no singular.

Exemplos: 

Neste mês houve mais provas que no anterior.

Faz 30ºC neste momento na Capital.

Entrar para dentro e sair para fora

Tanto “entrar para dentro” quanto “sair para fora” são considerados pleonasmos viciosos ou redundâncias. Ou seja, está se repetindo uma informação desnecessariamente.

Veja os exemplos:

Vamos entrar para dentro? (redundância)
Vamos entrar? (correto)

Já está na hora de sair para fora do quarto. (redundância)
Já está na hora de sair do quarto. (correto)

Há outros vícios de linguagem que ocorrem, principalmente, na comunicação verbal, como subir para cima, descer para baixo, adiar para depois, ver com os olhos

Embora seja comum tanto na escrita quanto na fala, são considerados erros e são mal vistos pelas outras pessoas.

Haver ou a ver

A pronúncia é exatamente igual entre “haver” e “a ver”, porém, o significado é completamente diferente.

Quando um assunto não tem relação com outro, usa-se “nada a ver”.

Pois “haver” é um verbo usado no sentido de existir e não pode ser usado para determinar a incoerência entre dois objetos.

Por exemplo:
muitas dúvidas nessa matéria.
Medicina não tem nada a ver comigo.

Onde ou aonde

Essa confusão é muito comum e tem gente que nem sabe que existe diferença entre as duas palavras.

Ambas indicam localização, porém, onde” se refere sempre a algo estático, ou seja, situações que não mudam de lugar, como: “Onde você nasceu?”.

Enquanto isso, aonde” indica movimento, como por exemplo: “Aonde você está indo?”

Usamos “aonde” apenas com verbos que indicam movimento, como ir, chegar, retornar, voltar, e que pedem alguma preposição (“a” ou “para”).

Em todos os outros casos, para dar ideia de localidade, permanência, usamos o “onde”.

Derrepente ou de repente

Esse talvez seja um dos erros mais graves de português que alguém pode cometer.

Derrepente” não existe no nosso vocabulário!

O termo correto para indicar algo súbito ou que ocorre subitamente é “de repente”.

Sem dicas para não errar neste caso. Apenas grave essa informação e jamais repita novamente!

Dê uma basta nos erros graves de português!

A maioria dos erros de português que apresentamos parecem inofensivos, mas, na verdade, são bem desagradáveis.

Porque interrompem o fluxo de leitura ou levam o leitor a entender algo diferente do que o você quer dizer – sem nem falar na má impressão que causam!

Um texto claro, escrito com cuidado e revisado com calma é muito importante em qualquer contexto da nossa vida, desde as redes sociais – lembre-se que muitas empresas estão avaliando seus perfis na hora de contratar! – e muito mais no trabalho ou no seu curso,  seja EAD ou presencial.

Fique de olho nas dicas e, na dúvida, dá uma olhada no no dicionário (lembrando que têm vários online hoje em dia, como o tradicional Michaelis e o Priberam, que é bem atualizado com expressões de tudo quanto é tipo). 

Em último caso, para não errar, reformule a frase para trocar aquela expressão da qual você não tem certeza.

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