erros de concodância verbal

5 erros FEIOS de concordância verbal (para nunca mais cometer!)

Se você deseja melhorar sua redação ou quer melhorar sua comunicação por escrito no trabalho, nada melhor do que ficar por dentro das regras e boas práticas de gramática e ortografia, certo? 

Uma das que mais saltam aos olhos dos corretores de prova, chefes e professores são os erros de concordância verbal, que serão temas do nosso artigo.

Neste artigo vamos apresentar para você alguns dos principais erros de concordância verbal e até mesmo alguns exemplos de erros graves de português que passaram batido e foram parar em propagandas.

Acompanhe a leitura e fique por dentro do assunto!

5 erros de concordância verbal mais comuns

Bom, que tal começar relembrando o que é concordância verbal?

A regra diz respeito à adaptação do verbo (a ação da oração) ao sujeito (pessoa da ação).

A conjugação do verbo precisa estar de acordo com o número (o famoso plural ou singular) e com a pessoa (que pode ser primeira, segunda ou terceira)

Essa regra acima é a base de tudo.

Como acontece com muitas das normas da língua portuguesa, existem alguns casos específicos de concordância, porém, não vamos entrar nos detalhes dessas exceções, mas sim no ponto-chave desse tema. 

Veja a seguir os 5 principais erros de concordância verbal:

1. O erro que aparece quando o sujeito está longe do verbo

É mais fácil acertar na concordância quando sujeito e verbo estão próximos, é o caso de frases como “os meninos saíram de casa” ou “você e eu somos uma grande dupla”.

O problema acontece quando há muitos elementos (como advérbios, vírgulas etc)  entre o sujeito e o verbo.

Veja o exemplo a seguir:

“Lucas, Carlos e o menino novato, todos filhos de imigrantes espanhóis chegados no Brasil na última semana após a abertura das fronteiras, saíram de casa antes da chuva cair.”

Mesmo que haja diversas informações entre o sujeito e o verbo da oração, ele sempre precisa acompanhar em gênero, número e pessoa.

Neste caso, a oração está na terceira pessoa do plural (eles), representado pelo sujeito composto “Lucas, Carlos e o menino novato”. 

2. O erro causado pelo sujeito oculto

Algumas frases podem aparecer escritas sem sujeito, porém, isso não significa que ela seja uma oração sem sujeito, mas sim de sujeito oculto.

É o caso do exemplo a seguir:

“Passamos na sua casa ontem com as crianças.”

A ideia da frase aqui é que o sujeito é primeira pessoa do plural (nós), muito provavelmente um casal com crianças.

Juntos, eles passaram na casa de alguém, logo, a concordância verbal deve ser com “nós”, mesmo que o sujeito não esteja explícito.

3. O erro que acontece pela falta de verbo

O que está errado na frase abaixo?

“Proibido a entrada de menores”

O adjetivo “proibido” está fora de concordância com o núcleo do sujeito, que é a “entrada”. 

Temos que pensar que essa forma de escrita não é a mais indicada, afinal, o verbo “é” está oculto ali.

Pense na frase completa:

É proibida a entrada de menores.”

Viu como o verbo facilita o acerto da concordância? 

4. O clássico erro do faz e fazem

Frases como “fazem 10 anos que estamos casados” apresentam um erro de concordância clássico.

Aqui, o verbo indica o tempo que passou, logo, ele se torna impessoal e não vai concordar com a quantidade de tempo, seja um dia ou mil anos!

5. O clássico erro do poderão e poderá

Dizer que “poderá acontecer várias coisas” está errado!

O verbo poder precisa concordar com o sujeito “varias coisas”, que está no plural, logo, o correto é:

“Muitas coisas poderão acontecer”

Por essa você não esperava: outros erros que já vimos em propagandas

slogan caixa federal

Nem mesmo grandes marcas estão livres dos erros de português e de concordância verbal.

Dois bons exemplos são os antigos slogans da Caixa Econômica Federal e da Embratel, antiga empresa de telefonia que operava por aqui nos anos 90 e 2000.

  1. Vem pra Caixa você também;
  2. Quer desconto? Faz um 21!

Em ambas as frases, o sujeito é “você”, ou seja, a terceira pessoa do singular. Nestes casos, a flexão dos verbos “vir” e “fazer” está concordando com a segunda pessoa do singular, que é “tu”. 

O certo seria:

  1. Venha pra Caixa você também;
  2. Quer desconto? Faça um 21.

Mas será que as marcas deixaram escapar esses erros tão absurdos?

Não tinha ninguém com uma gramática na agência de publicidade?

Muito provavelmente não é este o caso. 

A questão é que nós falamos a língua com vários vícios e coloquialismos, e um dos mais comuns é usar verbos flexionados na segunda pessoa do singular para concordar com sujeitos que estão na terceira pessoa do singular.

Veja alguns exemplos:

  1. Fica com Deus e faz boa viagem;
  2. Você traz seu irmão para jantar conosco?;
  3. Você vai conseguir, não se preocupa.

Regras para não praticar mais erros de concordância

Para acertar na concordância verbal e evitar erros, fique muito atento(a) ao sujeito.

Veja se ele é composto (tem mais de um núcleo) ou se é simples (possui apenas um núcleo) e se há complementos ligados a ele.

Sempre que possível, faça também frases na ordem direta (sujeito seguido de verbo, que é seguido de objeto) pois isso também facilita identificar a regência do verbal e acabar com os deslizes de concordância. 

Regra para sujeito simples

Não importa a ordem apresentada pela oração, o verbo sempre concorda com o sujeito. 

Exemplos:

  • Nós fomos até o estádio;
  • (Nós) fomos até o estádio;
  • Até o estádio nós fomos.  

Regra para sujeito composto antes do verbo

Sujeito composto antes do verbo pede verbo no plural:

  • Pedro e Maria se amam.

Atenção: o verbo pode ficar no singular quando os núcleos são sinônimos ou quando forma uma lista, uma enumeração.

  • Dindim e dinheiro é a mesma coisa (núcleos sinônimos);
  • A tristeza, o rancor e o ódio a tomou de assalto (enumeração com ideia gradativa). 

Regra para sujeito composto depois do verbo

Quando o sujeito composto aparece na oração depois do verbo, este verbo pode concordar com o núcleo que está mais próximo ou então ficar no plural:

  • Foi ao parque o menino, sua namorada e a mãe dele (verbo concordando com o núcleo mais próximo);
  • Foram ao parque o menino, sua namorada e a mãe dele (verbo se mantendo no plural). 

Regra para sujeito composto com pessoas gramaticais distintas

Quando a oração apresenta diferentes pessoas verbais (que são eu, tu, ele, nós, vós e eles) dentro do sujeito composto, o verbo precisa ficar no plural:

  • Eu, tu e eles vamos juntar forças contra esse tirano.

Atenção: Caso a frase tenha a segunda pessoa do singular e a terceira pessoa do singular, o verbo deve concordar com a segunda pessoa.

  • Tu e aquele menino vais viajar de carro.

Sim, parece estranho, mas é o certo! 

Regra para sujeito composto com presença de conjunção

Quando há uma conjunção (termo que conecta duas partes da oração) e essa conjunção transmitir a ideia de exclusão (muito comumente expressada pela conjunção “ou”), o verbo deve concordar com apenas um dos núcleos do sujeito:

  • Renato ou Jardel será o novo presidente do Grêmio Estudantil. 

Agora, quando a conjunção dá a ideia de inclusão, o verbo deve ser flexionado no plural para concordar com os dois núcleos do sujeito. Veja o exemplo:

  • Tanto banana quanto laranja fazem bem para o organismo;
  • Banana ou laranja fazem bem para o organismo.

Mesmo que na segunda frase haja a presença da conjunção “ou”, ela não passa a ideia de que apenas uma das frutas mencionadas acima fazem bem, portanto, o verbo tem que estar alinhado com o plural. 

Concordância do verbo haver

Lembre-se que o verbo haver é impessoal quando usado no sentido de existir (há muita gente por aqui), portanto, ele deve ficar na terceira pessoa do singular e sem sujeito.

O português é cheio de regrinhas!

Porém, um pouquinho de conhecimento e umas horinhas de estudo são suficientes para evitar erros que, em muitos casos, podem deixar você cheio de vergonha ou até mesmo prejudicar seu desempenho na escola, no vestibular e no trabalho.

Ao ficar de olho nas regras e nos exemplos mencionados, você já está aprendendo um pouco mais sobre as regras de concordância verbal e sua importância.

Nossa recomendação é seguir firme buscando cada vez mais conhecimento para aprimorar suas habilidades de redação.

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