burnout no trabalho

Burnout no Trabalho: Sintomas e 5 Formas de Evitar o Diagnóstico

Também conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional, a Síndrome de Burnout no trabalho é cada vez mais comum entre os brasileiros.

Sabemos que em muitos casos, extensas horas de trabalho são exigidas, e a maioria das pessoas não se dá conta de que está sofrendo da Síndrome até chegar ao completo esgotamento físico e emocional.

Aqui vamos expor as causas mais comuns da Síndrome, seus sintomas, tratamentos, e o mais importante: como evitar o diagnóstico.

Afinal, o que é a Síndrome de Burnout?

A Síndrome de Burnout tem como característica principal o esgotamento emocional que leva a sintomas físicos e psicológicos, com causa principal no dia a dia profissional.

Em inglês, a palavra é mais comumente utilizada para se referir ao esgotamento mental, mas vem do sentido de esgotamento de combustível ou de recursos que dão energia para o funcionamento de objetos ou engrenagens, ou falha por superaquecimento. 

Tem tudo a ver com a doença, né?

Pessoas que têm profissões mais agitadas são acometidas com mais frequência, mas isso não quer dizer que trabalhos mais “tranquilos” não possam levar uma pessoa ao esgotamento.

Afinal, o stress maior vem mais do estilo de vida e da pressão que a pessoa sofre no trabalho do que da profissão em si.

Às vezes jornadas duplas também podem ser um fator crucial para o desenvolvimento da doença, até mesmo aquelas pessoas que têm uma jornada profissional intensa e ainda chegam em casa para a segunda ou terceira jornada do dia, ao cuidar da casa e dos filhos.

O profissional pode manifestar a Síndrome quando o cotidiano no trabalho é muito estressante, trazendo intensa ansiedade e nervosismo.

Isso pode levar ao limite físico e psicológico, tendo como primeiros sintomas cansaço extremo, desmotivação e esgotamento físico e mental.

O que causa a Síndrome de Burnout? 

Dedicação excessiva a tarefas normalmente acabam com a disposição das pessoas para esses momentos prazerosos, levando à rotina de “casa – trabalho, trabalho – casa”. 

Quem não se cansa com isso?

Workaholics e concurseiros podem sofrer com mais frequência da Síndrome de Burnout, pois normalmente não intercalam jornadas de trabalho ou estudos com momentos de descanso e lazer.

Mais um quesito muito importante para o desencadeamento dos sintomas é o ambiente de trabalho, de estudos ou de casa.

Chefes autoritários e opressores, familiares de difícil convivência ou professores intolerantes podem levar as pessoas ao limite do stress.

Com a ansiedade no auge, os sintomas podem aparecer, neste momento, é crucial que a ajuda necessária apareça, assim podemos evitar um colapso físico/emocional.

5 causas determinantes da Síndrome de Burnout no trabalho

  1. Excesso de responsabilidades
  2. Cargas horárias excessivas
  3. Pouca autonomia para tomar decisões
  4. Falta de justiça no ambiente de trabalho
  5. Conflitos de valor no trabalho

Como identificar se estou sofrendo Burnout no trabalho?

Você começa o seu dia desanimado, com uma sensação de cansaço, desmotivado para sair da cama e desenvolver suas tarefas profissionais? 

Cuidado, você pode estar sofrendo da Síndrome de Burnout.

Atente-se também às sensações durante o dia. As pessoas ao nosso redor, principalmente os chefes, podem exercer um poder importante para o desenvolvimento de síndromes ocupacionais.

Se você se sente estressado na presença do seu chefe, fica ansioso ao entregar tarefas ou fazer perguntas simples por medo de críticas agressivas, e passa o dia com a sensação de que pode sofrer um colapso emocional a qualquer momento, você precisa buscar ajuda.

Segundo a Associação Brasileira de Medicina do Trabalho, os principais sintomas são:

  • Cansaço excessivo físico e mental
  • Dor de cabeça frequente
  • Alterações no apetite
  • Insônia
  • Dificuldades de concentração
  • Alteração nos batimentos cardíacos

Em situações extremas, em casos mais avançados da Síndrome, os sintomas pode evoluir para:

  • Irritabilidade sem causa aparente
  • Ansiedade severa
  • Insônia
  • Sudorese excessiva 
  • Maior risco para doença cardiovascular
  • Alterações repentinas de humor
  • Agressividade

Quais são as profissões que mais sofrem com a Síndrome de Burnout?

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  • Profissionais da saúde – psicólogos, médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem
  • Profissionais da comunicação – publicitários e jornalistas
  • Professores
  • Advogados
  • Policiais
  • Bancários

Durante a pandemia do novo coronavírus, o número de profissionais de saúde que apresentaram sintomas de Burnout aumentou drasticamente.

Profissionais de imprensa que atuam em zonas de conflitos também são muito propensos a desenvolver a Síndrome, sem falar em profissionais de segurança que sofrem com pressões diárias.

Por isso é muito importante que estes profissionais, que  exigem um perfil profissional mais duro e resistente, estejam atentos. 

Por mais treinamento que se receba para segurar altas demandas e situações extremas de trabalho, qualquer pessoa pode chegar ao seu limite.

Como evitar o Burnout no trabalho? 5 formas de prevenir o diagnóstico

1) Faça exercícios físicos regularmente

Quando falamos em exercícios físicos regulares, falamos em qualquer tipo de atividade física, desde que parta de uma intensidade moderada e um tempo mínimo. 

Caminhadas de pelo menos 20 minutos no dia já trazem grandes benefícios. A prática regular de exercícios estimula a produção de hormônios ligados ao prazer e conforto, além do bem-estar e benefícios à saúde.

2) Cuide da alimentação

Alimentação saudável não é bom somente para a saúde física, mas também para a saúde mental. 

Alimentos gordurosos e de difícil digestão causam mal estar e podem fazer mal para a saúde, diminuem o desempenho intelectual e muitas vezes podem trazer aquele sentimento de culpa, afinal, sabemos quando estamos fazendo mal para o nosso corpo.

Escolha alimentos leves, mas claro, pense também no sabor e no prazer da refeição. 

Alimentos mais leves têm a digestão mais simples, por isso são ideais para que consigamos retornar às atividades laborais com mais disposição.

3) Usufrua de verdade dos momentos de folga ou férias

As férias existem justamente para que consigamos repor as energias e esquecer dos problemas do trabalho. 

Neste período desligue completamente e tente se conectar com a família e amigos.

Utilize os finais de semana e folgas esporádicas para desligar também. Quando passamos estes momentos pensando ou falando sobre o trabalho, toda a pressão e estresse do dia a dia permanecem ali, contribuindo para a estafa mental.

4) Dedique um tempo para a meditação

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Esta técnica milenar de concentração e relaxamento pode realmente ser milagrosa! Há inúmeros estudos que comprovam os benefícios da meditação para a saúde física e mental.

Comece com 5 minutos diários, se for melhor use meditações guiadas disponíveis em diversos aplicativos de música e entretenimento. Quando conseguir avançar para meditações mais longas, aproveite mais este momento para desconectar do mundo!

5) Preste atenção às relações no trabalho

Já falamos acima que chefes autoritários podem ser fatores decisivos para ocasionar a Síndrome de Burnout. Mas além deles também existem aqueles colegas tóxicos.

Somos seres de relações em grupo, e acabamos por vezes repetindo o comportamento da “manada”. Tente se afastar das pessoas que só reclamam da vida ou que não estão contentes no trabalho. 

Atenção!

Se mesmo com todos os esforços você seguir se sentindo exausto, apresentando um ou mais sintomas dos quais falamos acima, talvez seja o momento de procurar ajuda profissional.

Não há mal nenhum em pedir ajuda ou partir para um tratamento medicamentoso. Tente se cobrar menos, afinal, todos erramos e todos chegamos ao limite.

O tratamento da Síndrome de Burnout pode variar entre sessões de terapia, afastamento temporário das atividades laborais, tratamento medicamentoso ou todas as opções juntas. 

Se sua empresa possui atendimento médico ou orientação no RH, não se sinta culpado ou envergonhado em pedir ajuda. 

Como diferenciar a Síndrome de Burnout da depressão?

Enquanto você lia a descrição dos sintomas de Burnout você se pegou perguntando “mas isso não é depressão?”

A depressão costuma estar presente na vida das pessoas por inúmeros fatores. Traumas podem desencadear a doença, situações difíceis na vida, como a perda de alguém querido ou até mesmo fatores genéticos.

É uma doença complexa que acomete cada vez mais pessoas. Quem sofre de depressão vai perdendo, aos poucos, o entusiasmo pela vida, e isso nem sempre tem como causa o ambiente de trabalho. Aí entra a ajuda profissional para ajudar a diferenciar os sintomas.

A diferença entre depressão Burnout está nos detalhes dos fatores que desencadeiam os sintomas. O sentimento de infelicidade e culpa, no caso de Burnout, está mais relacionado a uma parte da vida, como o trabalho.

Lembre-se: Somente um profissional de saúde qualificado pode ajudar de verdade a diferenciar os sintomas e procurar o tratamento correto e mais eficaz.

Burnout também pode afetar os estudantes?

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Vamos lembrar aqui que além de rotinas estressantes de trabalho, pessoas que se dedicam horas a fio aos estudos, e aqueles que têm um cotidiano intenso em casa, cuidando de filhos ou parentes acamados, também podem ter o diagnóstico. 

Ainda que profissionais de determinadas carreiras sejam os mais acometidos por Burnout, estudantes também podem sofrer deste mal.

São longas jornadas estudando sem intervalo, somadas à pressão do bom desempenho e da aprovação em vestibulares ou concursos que levam os estudantes a graves crises de ansiedade

Intercale as horas de estudos com momentos de descanso e de desconexão, assim tanto as horas de estudos terão mais qualidade como sua saúde mental vai agradecer.

Respeite seus limites, durma o suficiente para recarregar as energias e mantenha uma  rotina organizada: momento para estudos, momento para descanso e momentos para exercícios físicos!

Com o cotidiano organizado seu cérebro tem mais facilidade para absorver o que cada momento tem para oferecer. Assim você consegue conciliar mais atividades, como trabalho e rotina de estudos.

Equilíbrio é a chave do sucesso!

Tudo na vida, se feito em equilíbrio e harmonia, não tem como nos prejudicar. Mantenha uma rotina saudável, preste atenção à alimentação, proteja sua mente no ambiente de trabalho e não se sobrecarregue de afazeres e responsabilidades.

Lembre-se que não é vergonha pedir ajuda e assumir que não consegue mais lidar com a pressão do dia a dia sozinho. Recorra à ajuda médica se necessário e não esqueça: nenhum trabalho vale a sua saúde emocional!

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